O Contador 2: A continuação de Ben Affleck é melhor em todos os sentidos
Depois de quase uma década, o improvável aconteceu: O Contador 2 finalmente saiu do papel — e, para alegria dos fãs do primeiro filme, ele entrega mais do que se esperava. Com ação afiada, uma história envolvente e aquele equilíbrio raro entre adrenalina e emoção, a sequência chega como um refresco em meio ao mar de franquias genéricas.
A direção segue nas mãos de Gavin O’Connor, que retorna em grande estilo, ao lado do roteirista Bill Dubuque (também do primeiro filme). E claro, Ben Affleck está de volta ao papel de Christian Wolff — o misterioso contador autista que divide seu tempo entre cálculos complexos e assassinatos profissionais. E olha… o cara continua afiado.
Em recente matéria publicada pelo site SlashFilm, críticos elogiaram o tom mais confiante e até mais engraçado da continuação. A trama coloca Wolff novamente em rota de colisão com o submundo do crime após a morte de um velho amigo. O evento deixa pistas enigmáticas que acabam conectando Wolff à agente Marybeth Medina, interpretada por Cynthia Addai-Robinson, agora promovida a vice-diretora do Tesouro dos EUA.
A grande sacada de O Contador 2 é explorar mais o lado humano de seus personagens. Dessa vez, o irmão de Wolff, Brax (vivido por Jon Bernthal), ganha muito mais espaço e rouba várias cenas como co-protagonista. A relação entre os dois irmãos, antes apenas uma curiosidade, agora se torna o coração do filme. Segundo o próprio SlashFilm, “há peso emocional real, tanto quanto diversão genuína”.
E se você está se perguntando se é só mais um caça-níquel tardio… a resposta é não. “Poderia parecer uma tentativa desesperada de transformar um sucesso antigo em franquia. Mas não é. É uma boa e honesta sequência”, destacou a crítica. E realmente é. O longa não só respeita o original como consegue ser ainda mais envolvente — o que, convenhamos, é raro no mundo das sequências.
Outro destaque é o próprio Affleck, que entrega um Christian Wolff ainda mais tridimensional. Em contraste com seus papéis mais dramáticos, como em O Caminho de Volta (também dirigido por O’Connor), aqui ele mistura intensidade e vulnerabilidade com uma atuação sutil e eficaz.
Com um orçamento estimado em US$ 80 milhões, O Contador 2 aposta alto, mas entrega um produto redondo, com ritmo ágil, boas cenas de ação e diálogos certeiros. E o melhor: sem parecer um blockbuster vazio. Tudo bem equilibrado, sem exageros, mas com personalidade de sobra.
Se você curtiu o primeiro filme, pode ir sem medo: a sequência expande tudo o que funcionou e ainda adiciona novas camadas aos personagens. Se ainda não viu, talvez seja hora de dar uma chance ao contador mais letal do cinema.
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