Branca de Neve: O mais recente remake da Disney é melhor do que o esperado, mas ainda é bem idiota
A Disney continua sua jornada de reviver clássicos animados em live-action, e agora é a vez de Branca de Neve receber um upgrade para os tempos modernos. Dirigido por Marc Webb (“O Espetacular Homem-Aranha”), o filme promete trazer uma nova abordagem para a história da princesa icônica, com Rachel Zegler (“Amor, Sublime Amor”) no papel principal e Gal Gadot (“Mulher-Maravilha”) como a icônica Rainha Má. Mas será que essa versão realmente traz algo de novo ou é apenas mais um exemplo da estratégia da Disney de reciclar suas próprias histórias?
Desde 2010, quando Tim Burton trouxe uma nova “Alice no País das Maravilhas”, a Disney percebeu que poderia lucrar bilhões recriando suas animações mais amadas. O problema é que, muitas vezes, essas novas versões acabam sendo apenas repetições vazias dos originais. No caso de Branca de Neve, a aposta está em atualizar o contexto da história, retirando a ênfase em sua beleza como seu principal atributo e adicionando mais camadas ao seu protagonismo.
De acordo com a SlashFilm, a nova versão busca redefinir o significado de “ser a mais justa de todas”, deslocando o foco da aparência física para um conceito de justiça e igualdade. Snow White (ou melhor, Branca de Neve) é agora uma personagem ativa na resistência contra a tirania da Rainha Má, liderando uma revolução silenciosa para restaurar o equilíbrio do reino.
Uma das maiores mudanças nesta versão é a forma como os Sete Anãos foram reimaginados. Ao invés de pequenos mineiros humanos, eles agora são criaturas mágicas com características físicas e poderes peculiares. Essa decisão foi tomada, em parte, para evitar polêmicas como as levantadas por Peter Dinklage, que criticou a forma como a história original representava personagens com nanismo.
Outra novidade é a introdução de um novo personagem masculino, Jonathan (interpretado por Andrew Burnap), que assume um papel semelhante ao de Robin Hood, liderando um grupo de rebeldes contra a opressão da Rainha Má. Esse elemento adiciona um toque político ao filme, com a história girando em torno da luta entre um governo opressor e uma sociedade que busca igualdade e solidariedade.
Rachel Zegler entrega uma atuação carismática, trazendo mais energia e profundidade à protagonista. Já Gal Gadot, apesar de sua presença magnética, parece exageradamente contida no papel da Rainha Má, o que pode desapontar aqueles que esperavam uma vilã icônica e ameaçadora.
Marc Webb, conhecido por seu trabalho em “500 Dias com Ela” e “O Espetacular Homem-Aranha”, equilibra bem o tom do filme, tentando dar-lhe um pouco mais de substância do que outros remakes recentes da Disney. No entanto, o excesso de elementos novos e a tentativa de agradar a diferentes públicos acabam tornando a narrativa um tanto dispersa.
Embora Branca de Neve não seja um desastre como “O Rei Leão” (2019) ou “A Pequena Sereia” (2023), também não atinge o brilho de “Cinderela” (2015) de Kenneth Branagh. A nova abordagem traz mudanças interessantes, mas também pode alienar os fãs mais tradicionais. Ainda assim, é um esforço que, ao menos, tenta trazer algo de novo à história clássica.
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